segunda-feira, janeiro 07, 2019

uma carta aberta

Recebi pelo Whatsapp e resolvi que o texto deve ser replicado em todos os meios possíveis:

CARTA ABERTA A DAMARES ALVES, EXCELENTÍSSIMA MINISTRA DA MULHER, FAMÍLIA E DIREITOS HUMANOS

        Senhora Ministra, ontem eu também fiz brincadeiras em decorrência do seu polêmico vídeo. Brincadeiras e deboches também são formas de resistência. Sua postura e suas falas, entretanto, exigem uma análise séria e demandam respostas.
        Há tempo observo seus vídeos que circulam na Internet e, como professora, sinto-me profundamente ofendida e humilhada. Venho percebendo seu empenho em colocar a sociedade contra a educação brasileira e seu magistério. Para ilustrar o que afirmo, além dos links de dois vídeos que seguem abaixo deste texto, vou citar algumas das suas afirmações que me têm deixado triste e profundamente revoltada. Sobre o famoso “Kit Gay”, Senhora Ministra, que jamais existiu e a senhora sabe disso, tratava-se na verdade, do “Projeto escola sem homofobia”, que seria voltado para os professores, não para os alunos. Nesse projeto, sequer havia o livro “Aparelho sexual e Cia”. Projeto esse que foi vetado pelo governo federal em 2011, devido ao fato de ter sido alvo de críticas dos setores conservadores, os quais a senhora faz parte. Aproveito para alertar que muitas das escolas brasileiras, sequer possuem biblioteca, a minha é uma delas. O que temos, no momento, é uma Kombi doada pela comunidade escolar e transformada em biblioteca através de um projeto meu.
        Frequentemente a senhora usa suas falas, nos púlpitos das suas igrejas, para denegrir o trabalho dos professores e para nos colocar como responsáveis pelos problemas de uma geração, inclusive nos ataca como agentes de “perversão” e “doutrinação”.
        Em um dos seus vídeos, a senhora menciona um material que supostamente faria apologia ao sexo com animais. Senhora Ministra, talvez a senhora não conheça muito bem a regulamentação do exercício do magistério. Nós, professores, somos fiscalizados pelos nossos superiores: coordenação, direção e secretarias de educação. Os materiais que utilizamos, os livros escolhidos e até mesmo as nossas provas, são analisadas e aprovadas pelas instâncias superiores antes que cheguem aos os alunos.     
        Nesses vídeos a senhora também se refere a um “suposto projeto” de 2004 e com tom irônico, a senhora fala: “Não posso falar o nome da prefeita, não posso falar que ela é do PT e também não posso falar que foi esposa do Suplicy, mas juntamente com o grupo GTPOS, ela gastou mais de dois milhões de reais num programa”. Programa esse, ao qual a senhora afirma ter sido atribuída a função de promover, nas creches, o incentivo a ereção e masturbação de bebês de sete meses. Com essa sua fala, a senhora coloca os pedagogos e pedagogas que trabalham com a educação infantil na condição de criminosos, mais do que isso, na condição de doentes pervertidos. Meus colegas pedagogos, senhora ministra, que tão atenciosamente cuidam das nossas crianças e neste momento abro um parêntese para lembrar a heroica professora Helley Abreu Batista que morreu, com 90% do corpo queimado, após retirar seus alunos de um salão em chamas e de lutar contra o vigilante que ateou fogo à creche, em Janaúba, norte de Minas Gerais, em 2017. Meus colegas pedagogos, senhora ministra, jamais cometeriam esse crime, nem mesmo sob tortura. 
          A senhora, nos seus ataques, sempre focou a educação e o magistério brasileiro, esse foco não é inocente, é estratégico. Desmoralizar, humilhar, deslegitimar e demonizar os professores, colocar a sociedade contra nós e contra a educação, só nos enfraquece ainda mais. Como se já não bastassem nossos baixos salários, a falta de condições estruturais, a ausência e a falta de incentivo a bons cursos de formação continuada. Como se já não bastasse o desrespeito e a violência com que somos tratados em nossos atos de protesto, paralisação e greve, enquanto políticos protegidos e aquartelados, debocham das humilhações das quais somos vítimas. Ao nos enfraquecer, a senhora enfraquece a educação e isso lhe é extremamente útil e providencial. Um povo sem acesso à educação de qualidade é muito mais fácil de “doutrinar”, de transformar em “ovelhas”, em “inocentes úteis” e nós sabemos muito bem onde, verdadeiramente, vem ocorrendo a “doutrinação” no Brasil e sob que circunstâncias e métodos.
        Vou falar brevemente, Senhora Ministra, sobre o que fazem os professores para muito além das suas atribuições. Somos nós que, na maioria das vezes, descobrimos quando um aluno possui deficiência visual, porque na sala de aula temos parâmetros de comparação. O aluno está sentado na mesma distância do quadro em que estão seus colegas, mas franze a testa, comprime os olhos. Somos nós que chamamos os pais e alertamos.
         Muitas vezes, Senhora Ministra, somos nós que percebemos um problema mais grave. Nossos olhos treinados e experientes conseguem detectar o aluno ou aluna que se isola, nega-se a realizar trabalho em grupo, não participa do recreio, tende a ficar no mesmo lugar e realizar movimentos repetitivos com o corpo. Somos nós que alertamos os pais e depois da avaliação médica, enquanto a família vive o luto de um diagnóstico de autismo, por exemplo, nós professores seguimos trabalhando métodos e estratégias para incluir esse aluno da melhor forma possível.
         Somos nós, Senhora Ministra, que muitas vezes percebemos a automutilação em alguns alunos e ela não se deve ao nosso trabalho de “doutrinação” como a senhora tenta afirmar, ao dizer que confundimos nossas crianças com a “ideologia de gênero”. Os adolescentes que chegaram até mim com automutilação, viviam um cotidiano familiar desestruturado. Desestruturado no seio da “família tradicional” que a senhora tanto defende. O que a senhora propaga e demoniza como sendo “ideologia de gênero”, na realidade do chão da sala de aula, Senhora Ministra, é a exigência do respeito, é o cuidado para com todos os alunos, é a luta contra o bullyng que pode destruir emocionalmente um aluno e até levá-lo ao suicídio, é a educação contra a cultura do estupro e do machismo. Nós enfrentamos salas de aulas superlotadas, lidamos com as particularidades de cada aluno e incentivamos o respeito para com todos, sem o qual, não seria possível ministrar uma aula.
        Somos nós, Senhora Ministra, que percebemos pela postura corporal, pelo silêncio, pelo olhar triste de quem suplica por socorro, quando uma criança ou adolescente é vítima de violência sexual, violência essa, normalmente sofrida no seio da “família tradicional”. Somos nós, Senhora Ministra, que conversamos com essa criança, que ouvimos o relato do seu sofrimento, que tomamos as providências, que chamamos o conselho tutelar e somos nós que acompanharemos essa criança ou adolescente com atenção e cuidado redobrados.
        Finalmente, Senhora Ministra, são inúmeras as nossas atribuições, as quais nos entregamos com amor e seriedade, respeito para com nosso diploma, para com nosso juramento e para com a instrução conquistada através da disciplina, do estudo e da leitura que, certamente, não foi adquirida no espaço do whatsapp.
        Somos nós, professores, que olhamos, cuidamos, educamos, instruímos e ensinamos as crianças e jovens deste país. Somos nós que protegemos essas crianças e jovens quando a família falha e quando o Estado falha.
        Esta minha carta aberta tem dois objetivos: pedir-lhe mais respeito para com a classe do magistério. Venho também, oferecer-lhe um conselho, desça dos seus delírios fakes, Senhora Ministra, pise no chão e encare a realidade. Porte-se com a seriedade que a importância do seu cargo exige. Deixe assuntos fúteis como cor de roupa adequada para seus colóquios no púlpito da igreja, No exercício da sua atual função como ministra, olhe para o magistério brasileiro com olhos da verdade. Olhe pelos quase seis milhões de crianças sem o nome do pai nos seu registro. Encare a quinta maior taxa de feminicídio no mundo e que vem aumentando assustadoramente, alimentada pela cultura do machismo e da violência. Olhe para os milhões de mulheres que, longe da família tradicional, criam seus filhos sozinhas e com dignidade. Olhe para as crianças e jovens que estão nas ruas, Senhora Ministra. Lembre-se que essas crianças não se perdem na rua, foram perdidas dentro de casa, no seio das famílias tradicionais ou não e negligenciadas pelo Estado, as ruas apenas as adotam. Olhe para os LGBTs e às violências que têm sido vítimas. O Brasil é o país quem mais mata LGBTs no mundo e temos visto esse número aumentar, incentivado pela cultura da intolerância.
        A senhora deve estar se perguntando: “Quem é essa professorinha petulante que me escreve essa carta aberta?” Vou facilitar para a senhora, vou me apresentar. Sou Marcia Friggi, poeta e professora de Língua Portuguesa e Literatura do Estado de Santa Catarina. Exerço meu cargo após ter sido aprovada em concurso público, submetida a rigorosos exames médicos periciais, além de ter passado pelos três anos de estágio probatório. Sou aquela professora que foi violentamente agredida por um aluno em 2017, caso que teve repercussão nacional e internacional. Sou a professora que, após violência física, sofreu linchamento virtual por parte dos que comungam das suas ideias. A professora que teve sua imagem com o rosto ensanguentado, usada sem autorização, pelos mesmos que me atacaram virtualmente, para promover a campanha política eleitoral do seu candidato.
         Naquele período, visitei o inferno e sobrevivi. Sobrevivi à depressão, à fobia social, a crises de ansiedade, à insônia e à vontade de morrer. A tudo isso, talvez se deva a minha ausência de medo. Eu não tenho medo porque sou uma sobrevivente, porque na minha casa não há uma agulha sequer que não tenha sido comprada com o suor do trabalho honesto. Não tenho medo porque não ocupo e nunca ocupei cargo comissionado. Não tenho medo porque nunca dependi de favores políticos. Não tenho medo porque pelas minhas mãos jamais passou dinheiro público. Finalmente, Senhora Ministra, não tenho medo porque se ao seu lado está o governo atual e suas “ovelhas”, do meu está o mundo. Do meu lado está um mundo inteiro que não aceita mais retrocesso. Um mundo que deseja respeito para com todas as pessoas. Um mundo que não aceita mais discriminação, intolerância, preconceito, machismo, homofobia, xenofobia. Um mundo que deseja que uma mulher possa terminar uma relacionamento sem ser agredida ou morta. Um mundo que respeita a vida e a natureza. Um mundo que se pretende mais humano, justo e igualitário. Não tenho medo, Senhora Ministra, porque minha militância pelas causas que considero justas sempre foram exercidas nas ruas e no espaço virtual, nunca na sala de aula. Não tenho medo, Senhora Ministra, porque sou adepta da paz e minha única arma é a palavra e é dela que venho me utilizando como um instrumento de amor à vida, à liberdade, à arte e à resistência. Já participei de algumas coletâneas como escritora, minha última participação foi no “Mulherio das Letras”, o que muito me honra. Neste ano de 2019, lançarei meu primeiro livro de poesia, no qual estão muitos dos meus poemas de cunho social e resistência. Está também, entre meus projetos mais importantes, o livro sobre “denúncia dos flagelos que sofre o magistério brasileiro”, o qual percebo de suma importância, considerando os constantes ataques e humilhações a que somos submetidos.
Ainda nos veremos, Senhora Ministra, nas batalhas pacíficas da vida, das quais eu jamais fugi.

Post Scriptum
Desisti de colocar os links aqui, pois os vídeos vêm junto. Eles estão no YouTube

Não sei quais são os critérios para escolha de ministros e seus auxiliares, mas o atual presidente da república prometeu durante a sua campanha que escolheria seus ministros por competência e adequação aos cargos. Todavia, a escolha da ministra da mulher família e direitos humanos me parece equivocada e obediente a compromisso de campanha. É o velho critério do "consiga-me eleitores e serás recompensado de acordo com o tamanho do seu curral eleitoral". E, convenhamos, não tem curral eleitoral com ovelhas mais dóceis e fieis do que os frequentadores das igrejas autointituladas evangélicas.

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terça-feira, dezembro 04, 2018

combate espetacular

O Espetáculo da Corrupção, de Walfrido Warde é um livro crítico que analisa os métodos utilizados no combate à corrupção no Brasil e seus efeitos sobre a economia em geral.
Com o subtítulo Como um Sistema Corrupto e o Modo de Combatê-lo Estão Destruindo o País, o autor dá - logo na capa, uma pista sobre sua crítica ao espetáculo midiático montado em torno das operações, prisões mostradas ao vivo, delações em lugar de investigações e outros métodos um tanto heterodoxos.

Mas o autor não fica apenas na crítica; de modo competente, propõe alternativas inteligentes para proteger a economia e as empresas envolvidas, direta ou indiretamente, evitando a desestruturação de empresas, a demonização da política e o descrédito de uma parte importante do sistema jurídico. 


A editora é a Leya que vem crescendo e publicando títulos de muita qualidade.

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domingo, outubro 28, 2018

a ironia do voto

Algumas mentes que se dizem brilhantes passaram os últimos anos criticando o Plano de Poder das Esquerdas, segundo esses sabichões, personificado em Lula e o PT. Falavam (e ainda usam esse argumento) no perigo do comunismo, na transformação do Brasil em uma Venezuela. Os fatos desmentem.
Depois de quatorze anos de governos petistas, o golpe foi do Centrão aliado à direita, com o impeachment da Dilma.
Os mesmos que apoiaram o golpe destruíram depois a capacidade de governar do Temer, ao cobrar impiedosamente as compensações pela cumplicidade. Na verdade, Temer não foi o maior beneficiado com o golpe. Fraco moralmente, envolvido em delações dos irmãos Joesley e Wesley Batista (JBF comprando o vice de Dilma), Temer pagou a conta do golpe com uma recessão da economia e um desemprego recorde.
Se o perigo de golpe com instauração de uma ditadura não era da esquerda, de quem seria?
Nesse domingo, é muito provável que o eleitor brasileiro coloque os militares de novo no poder; dessa vez pelo voto legítimo, embora a campanha do provável vencedor seja a mais sórdida em todos os tempos.
Há perigo de uma nova ditadura? Ao menos, o provável futuro vice-presidente já falou em auto-golpe, embora o provável futuro presidente tenha fingido uma cândida ignorância, dizendo que não entendeu o que o seu vice quia dizer com isso.

Se sim, ou se não, saberemos em 2019.

Só na terra de Pidorama...

terça-feira, setembro 25, 2018

lulofobia

Lula está preso, todos sabemos. Mas, aqui fora, continua a influenciar nas pesquisas sobre a eleição presidencial e, de modo indireto, nas eleições para o Congresso. De certo modo, seu fantasma vai pairar sobre seus adversários; é um não-candidato, mas não é um derrotado. Sua situação vem sendo usada para desviar a atenção das massas dos verdadeiros problemas que o país deve resolver.
Quando uma pesquisa de intenção de voto é divulgada com Lula recebendo trinta e cinco por cento das preferências, logo alguém diz que só entrevistaram os beneficiários do bolsa-família, o que é uma bobagem de todo tamanho, mas tem gente que acredita. Pesquisas são feitas com pessoas de todas as classes econômicas, de modo que seus resultados representem com a maior confiabilidade possível o pensamento da sociedade. Então, dizer que as pesquisas são feitas para manipular a opinião pública é uma mentira. Mas para aqueles que têm medo do Lula e do PT, essa mentira passa a ser "boa". Mas, não existe mentira boa.
Outro argumento anti-Lula diz: "Se ele e o PT voltarem ao poder, vai voltar a roubalheira."
A roubalheira sempre existiu e políticos de muitos partidos, bem como seus indicados para ministérios, secretarias e autarquias, sempre participaram e repartiram os resultados do saque. Sobre essa situação cabe explicar: o Executivo, presidência da republica e ministérios, precisa do Legislativo para aprovação de muitas de suas iniciativas. Então, faz vistas grossas à nefasta atuação dos tais indicados e, às vezes, participa da divisão do roubo. Sempre foi assim e ninguém espere que esse sistema vá mudar por simples vontade política, já que os políticos são sempre os mesmos e o loteamento dos ministérios, secretarias e autarquias é combinado na hora em que as coligações partidárias são firmadas; isto é, antes mesmo da eleição.
Toda essa campanha anti-Lula não vem sendo feita para combater o ilustre presidiário, mas tão somente para desviar a atenção das fraquezas dos diversos candidatos.
Três exemplos:

1. J. Maria Alckimin, o Chuchu, disse que pensa em extinguir o Ministério do Trabalho porque, segundo ele, trabalho é problema do trabalhador. Mas não cogita extinguir o Ministério da Agricultura pois, talvez, isso não seja problema do agricultor. Saibam que o Ministro da Agricultura é um grande plantador de soja; mas, o Ministro do Trabalho não é um trabalhador.

2. Alguns criadores de vídeos apoiando o candidato Bolsonaro afirmam que ele vai "matar" homossexuais, que não gosta de mulher e que vai matar tudo que é bandido. Não sei quanto ao resto, mas no caso das mulheres ele deve aturar pelo menos a mãe dos filhos dele. Só resta uma dúvida: já que ele costuma classificar as mulheres em duas classes, as que merecem ser estupradas e as que são feias demais para merecer, em que lado ele coloca a mãe dos Bolsonarinhos? (Semana pasada, Bolsonaro virou réu no processo que lhe foi movido por ter dito à deputada Maria do Rosário que ela "não merece ser estuprada".)
Em uma acusação de racismo, ainda faltava decisão do STF quanto a tornar Bolsonaro réu ou não. Os juízes do STF julgaram a ação improcedente; portanto, avaliar peso de quilombolas em arrobas pode. Enquanto isso, Bolsonaro deve ter perdido uma boa arroba desde sua cirurgia.

3. Amoêdo, fundador e candidato a presidente pelo NOVO, defende o liberalismo econômico. No capitalismo selvagem praticado aqui em Pindorama, essa política é liberal com o enriquecimento dos mais ricos e empobrecimento dos que já são pobres. Para ter seu próprio partido, Amoêdo dispendeu 4,5 milhões de reais, da sua pequena fortuna de 425 milhões de reais. O partido já arrecadou 3 milhões de reais, mas deve terminar a eleição no lucro. Partido de banqueiro sempre vai dar lucro. Não é para ser presidente, é puro negócio.

No fim, Lula vai continuar preso e o cão que o guarda já anda sumido das páginas. Quando a lava jato começou a chegar nos calcanhares da Globo e seu sistema, a operação deixou de interessar à elite de plantão. Já que, ao puxar o fio da Globo, muitos poderosos cairão junto.
Provavelmente, depois de novembro o fantasma de Lula será só isso: um fantasma. Mas, daqui a quatro anos a casa pode voltar a ser assombrada.
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segunda-feira, maio 14, 2018

tag errada

Na verdade, o post que não foi publicado tinha um par de marcadores que formatei erradamente. Nessa versão do Android, fui avisado do erro. Na mais antiga simplesmente não avisou, nem publicou.

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testando bloggeroid

O Bloggeroid falhou em publicar um post a partir de uma versão mais antiga do Android. Vejamos como funciona daqui.

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depois da verdade

Estou lendo Pós-Verdade - A Nova Guerra Contra Os Fatos Em Tempos De Fake News, de Matthew D'Ancona. O autor dá uma visão ampla e fundamentada das origens do termo pós-verdade e da sua aplicação às atitudes de alguns personagens relevantes na atualidade.


Nos próximos meses, estaremos em meio a uma campanha eleitoral para as chamadas eleições gerais. Portanto, teremos que lidar com as costumeiras táticas dos políticos, segundo as quais a verdade nem sempre é tão ou mais importante que os criativos substitutos usados por eles.
Acrescentemos ainda o fato de que as chamadas redes (anti)sociais deverão ser usadas intensamente na tentativa de convencer os eleitores e na divulgação de notícias - verdadeiras ou não.
Cabe ao eleitor mais esclarecido verificar a exatidão do que lhe é passado e decidir da melhor maneira.

- pós-verdade: quando os apelos à emoção, a crenças e a ideologias têm mais influência em moldar a opinião pública que os fatos objetivos. (The Oxford Dictionary)

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quarta-feira, agosto 30, 2017

mais sobre sketching

Dias atrás, resolvi ressuscitar uma caneta tinteiro crown que havia tempos estava esquecida em um velho estojo. Foi apenas uma limpeza, lavagem em álcool 46°GL (que já é diluído em muita água) e tinta.



Para teste, um sketch simples.



Gostei. Resolvi adicionar alguma cor e usei aquareláveis Mondeluz.


Acabou em uma pequena moldura.



O papel é Canson 180g/m2 cortado para A5 (210mm x 148mm).

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sábado, julho 22, 2017

livros de receitas



Cadernos de receitas estão se tornando coisas do passado. Com os inúmeros aplicativos e sites com receitas testadas e aprovadas, parece inútil anotar em cadernos as receitas de que mais gostamos. Basta criar sua lista de favoritas direto no aplicativo.
Mas se você - assim como eu, costuma testar receitas de diversas origens, vai ter que manter algum registro de onde elas estão.
Assim, ao invés de criar favoritas em diversos sites e aplicativos guardei o hábito de criar um arquivo digital com receitas que copiei da internet (e de algumas embalagens) ao longo dos ultimos dez ou mais anos; desde um tempo em que não existiam smartphones nem o Android.

Afinal, acho mais fácil escolher uma das preferidas, que imprimo e guardo em uma pasta, pendurá-la na porta da geladeira e verificar se estou seguindo o passo a passo corretamente.

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quinta-feira, julho 06, 2017

orquideas



O Inverno tem sido rigoroso em seus primeiros dias. Essas lindas vieram nos visitar em boa hora.

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