terça-feira, maio 03, 2005

Com quem, mesmo?

Quando garoto, ouvi pela primeira vez a expressão "falando com meus botões". Achei engraçado. Coisa de velho, falar com os próprios botões, que na época, diga-se de passagem, eram profusos. Nas camisas, nos bolsos e até na braguilha das calças (quem não souber o que é isso, vá ao Aurélio): uma turma de ouvintes pra ninguém botar defeito.
Penso que, depois de tantos anos vividos, sofridos e cada vez menos ouvido, cheguei à verdadeira essência da expressão: só fala com os próprios botões aquele que já não tem com quem falar.
Mas, agora é tarde: Procuro em toda a minha indumentária e só encontro UM mísero botão; na camisa. Pois todo o resto é zíper, cadarço ou velcro - danada de modernidade!
Minha esperança é de que o pobre botão tenha o mesmo sentimento de solidão e, o mais importante, goste tanto quanto eu de conversar.
Por outro lado, talvez fosse uma experiência assaz interessante falar com meu ziper, ou quem sabe com meus cadarços. Quem sabe?

1 Comentários:

Anonymous Paulo Martini disse...

Fala Primo....!!!
Não sei por que raios esta noite tive um sonho....,ou sei lá se foi pesadelo, só sei que nele apareceram voce e nossa amiguinha Rosangela, aquela batalhadora que há muito não encontro......aí resolvi dar uma volta por aqui e te visitar, e te encontro falando com os botões......tá certo....falamos com botões o dia inteiro.....só que agora chamam-se teclas.......

Em tempo: Dá uma passadinha no fotoblog prá ver os ancestrais da família Martini...

Um grande abraço.....

8:46 PM  

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